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Diretoria do SindSaúde/SC participa de curso com grupo Formigueiro em Joinville
26/07/2017

Na última semana, a diretoria do sindicato participou de um curso de formação popular do grupo Formigueiro, em Joinville. Outras 43 entidades sindicais e movimentos sociais da região norte do estado também estiveram representados. “O objetivo do curso é promover o processo de formação coletiva sobre questões que afetam a sociedade como um todo, estimulando o diálogo e fortalecendo laços de organizações, entidade e pessoas que tem como luta comum a defesa e ampliação de direitos civis a transformação social”, afirmou a diretora.

Entre as ações planejadas, está a ideia de criar um curso pré vestibular para adolescentes em Joinville.

Além disso, os grupos redigiram um manifesto como conclusão do primeiro módulo do curso, que durará até abril de 2018.Leia-o na íntegra:

PARA QUE SERVE UMA ESCOLA SEM ALUNOS?

Era uma escola muito engraçada, não tinha professores, não tinha alunos, não tinha nada. Essa poderia ser apenas uma paródia  dos versos de Vinícius de Morais, para falar de mais uma escola sucateada. Mas é na verdade o destino de diversas escolas catarinenses.

Transformadas em meros números, as escolas agora precisam “render” pelo menos 120 matrículas, do contrário fim da linha. Esse é o limite de viabilidade das escolas, determinado pelas Gerências Regionais de Educação (Gered).

Seguindo a lógica do mercado, o governo do Estado de Santa Catarina consulta a comissão do Plano de Ofertas Educacionais (POE), vinculada a Secretaria de Estado da Educação (SED), para determinar quais escolas continuam abertas e quais serão descontinuadas.

Somente em Joinville, com a “ociosidade” de aproximadamente 13 mil vagas, o governo do estado fechou cinco escolas nos últimos anos na cidade: Escola Rui Barbosa, Escola Conselheiro Mafra, Escola Monsenhor Sebastião Scarzello, Escola Plácido Xavier Vieira, e Escola Dr. Elpídio Barbosa. Entre as justificativas para os fechamentos, além da queda da demanda, as “dificuldades” para recuperar algumas estruturas.

Na região Norte de Santa Catarina cidades como Jaraguá do Sul (Escola Erich Gruetzmacher, Escola Giardini Lenzi, e Escola Professora Lília Ayroso Oschsler), Schroeder (Escola Miguel Couto), e Corupá (Escola São José) também estão sendo afetadas com fechamento das vagas, enturmação, e municipalização.

NÚMEROS

Dados do último Censo Escolar apontam que entre 2015 e 2016, as matrículas no ensino médio em todo o estado encolheram de 197 mil para 191 mil. Com esses números somados as diminuições de alunos no ensino fundamental, o chamado reordenamento escolar avança pelo estado.

Os dados à disposição não detalham as razões da queda nas matrículas dos jovens com idade entre 15 e 17 anos, que deveriam cursar o ensino médio. Poderia ser a baixa atratividade das aulas, ingresso no mercado de trabalho, queda da taxa de natalidade, migração. Mas nenhuma das possibilidades é tão mencionada pelas ADR’s, quanto a “economia” de recursos públicos: fim do pagamento de aluguéis de prédios, paralisação de reformas, e demissão de professores temporários.

FALTAM VAGAS

Na outra ponta dessa conta o Censo Escolar mostra o aumento de 10 mil matrículas na pré-escola em 2016. Também há um déficit de 78 mil vagas em creches, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015 e divulgado em março deste ano.

Em breve devem ser divulgados novos dados do Censo 2017, que está sendo realizado desde maio, e vai até 31 de julho.

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