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Geral

Já dizia Terêncio: " Quem fala o que quer, ouve o que não quer!"
03/10/2017

Apesar de vivermos plena evolução tecnológica e o conhecimento circular com facilidade, a disposição de um número cada vez maior de pessoas, há, por outro lado, momentos em que parecemos estar regredindo nos valores. Principalmente o respeito, tão importante ao convívio social.

Todos temos direito de expressar opinião. A liberdade de expressão é garantida pela Declaração Universal do Direitos Humanos de 1948 e pela Constituição Brasileira. Liberdade de expressão, entretanto, não significa poder de injuriar livremente, difundir discursos odiosos ou mentirosos sobre terceiros.

Somos aquela gente do Hospital Tereza Ramos, funcionárias e funcionários públicos, efetivos, de carreira e concursados. Trabalhamos com raça, força e coragem. Cuidamos da população e do seu bem mais precioso, a saúde.

Matamos no peito as acusações infundadas. O que é complicado é mantermos nossa luta em defesa do SUS e da Saúde Pública quando toda a lógica, inclusive a imprensa, quer a privatização, mesmo com as experiências nacionais e internacionais mostrando que a ampliação dos serviços privados, em detrimento dos serviços públicos, custa mais caro à população e esta recebe atendimento mais precarizado e deficiente.

Carregamos nos ombros o peso da falta de servidores provocada pela insuficiência de concursos públicos, situação agravada pelos inúmeros afastamentos por atestados médicos. Trabalhamos sob pressão física e mental, lidamos diariamente com a vida e a morte, a dor e o sofrimento. Trabalhamos doentes para fazer média de Hora Plantão na tentativa de ter uma aposentadoria um pouco mais digna. Muitos já se aposentaram doentes, outros estão afastados por doenças osteomusculares ou problemas psicológicos. Vivemos intensamente tudo isso e nos alegramos com a recuperação de nossos pacientes. É a recompensa pelo nosso trabalho.

Sobre absenteísmo e afastamento por doenças ocupacionais: se o governo do estado está tão preocupado com a saúde do trabalhador e o alto número de atestados, por que não implementou ainda a Lei 14.609/2009 para garantir ambientes de trabalho seguros e saudáveis para
e controlar os acidentes e as doenças ocupacionais? Ainda, por que ele não implantou nos hospitais o ambulatório de saúde do trabalhador? Quem cuida, não merece ser cuidado?

Profissional fica doente no seu local de trabalho, mas precisa ser atendido fora dele. Tem descaso maior?

Mais uma vez, quem leva a culpa é o funcionalismo público.

Não é de hoje que governo do estado, secretário da Agência de Desenvolvimento Regional de Lages, João Alberto Duarte, e demais gestores tentam se eximir da responsabilidade, atribuindo a outros suas falhas no exercício da administração pública.

Não queremos um novo modelo de gestão, mas, ao que tudo indica, a ideia é primeiro precarizar e minar a imagem da saúde pública utilizando-se da influência de colegas da imprensa, para então privatizar o serviço. Saúde pública, dinheiro da população nas mãos de uma empresa que quer lucrar com a atividade. Tem como dar certo? Sabemos que não.

Aqui estamos apenas para revelar verdades. Enquanto trabalhamos para manter um serviço de excelência, outros preocupam-se em mostrar obras, prédios, paredes, como se somente isso fosse necessário e suficiente para atender a população.

Querem enganar a quem? Propagandas eleitoreiras não convencem mais. Preferem propagandear obras a mostrar trabalho e eficiência.

Somos suficientemente qualificados para entender que processo seletivo não é concurso público. Abrem concurso para IGP, Bombeiros, PM, por que não para a saúde? Qual a intenção do governo?

Se por um lado há interesse em mostrar números e obras, pra nós não há atenção devida. Enfermagem não é linha de produção, não trabalhamos por produtividade e a alta rotatividade de pacientes é questionável, pois entendemos que este deve ocupar o leito e ser bem tratado durante sua permanência no ambiente hospitalar, até sua pronta recuperação.

O nome da diretora não corre à boca pequena. Podem passar 10 diretores diferentes pelo Hospital Tereza Ramos e sabemos que nada poderão fazer por nosso hospital enquanto não houver vontade política e o interesse real for entregar a saúde pública à iniciativa privada.

A intenção do governo, já sabemos, é privatizar. O santo é de barro, e a saúde também, frágil e quebradiça. É por isso que zelamos e defendemos esse direito de todo cidadão brasileiro.

Nós, servidores e servidoras públicos do HTR , temos juízo e responsabilidades, direitos e deveres. Não somos filhos do Lula, somos filhos da Luta!

Somos o SindSaúde/SC

 

* A nota foi lida em participação em programa da Rádio Menina, como direito de resposta, na manhã do dia 2/10.

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