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SOS Cárdio pratica demissão em massa de 24 trabalhadoras
22/06/2018

Profissionais das áreas de lavanderia e higienização já vinham temendo a demissão há semanas, ouvindo boatos nos corredores do hospital. Preocupadas, procuraram confirmação com o setor de Recursos Humanos, que negou a boataria e garantiu a permanência dos empregos. Tinha trabalhadora até com aviso de férias assinado, num evidente esforço da direção em ocultar a demissão em massa que estava por vir.

Quando as 24 trabalhadoras foram convocadas oficialmente pela direção para uma reunião sobre rotinas do setor, não estavam, portanto, preparadas para uma demissão coletiva. Parecia ser uma reunião importante, já que mesmo as trabalhadoras que não estavam de plantão tiveram de vir de casa para participar, mas ninguém esperava a demissão assim, do nada.

Mas o mesmo RH que negou sistematicamente os planos de demitir as trabalhadoras, agora apareceu na sala de reuniões com um pacotão de avisos prévios indenizados. A partir daquele dia, seus setores seriam terceirizados e elas não precisariam mais voltar ali.

Antes da reforma trabalhista e da lei das terceirizações, esse tipo de demissão, em massa, poderia ser contestada. Qualquer ação desse tipo deveria ser, antes, negociada entre trabalhadoras e empresa, com participação do Sindicato e do Ministério Público do Trabalho. Na pior das hipóteses, a transição das trabalhadoras para ficar sem o emprego seria minimamente planejada, com conhecimento prévio.

Até esse direito foi negado pela SOS Cárdio a esse grupo de trabalhadoras. Se o objetivo era demitir todo mundo e substituir por trabalhadoras/es pior remunerados ligados a uma empresa terceirizada, o mínimo de humanidade que se espera de uma empresa é que informe às trabalhadoras, permitindo que se planejem.

Agora, um novo boato circula no hospital: copa e cozinha serão terceirizadas. O que devem pensar os trabalhadores desse setor? Certamente não devem esperar um tratamento respeitoso de uma das maiores empresas de saúde privada do estado, uma das melhores do ramo, que diz precisar cortar das trabalhadoras que recebem os salários mais baixos, mas recebe seminários de medicina de alto padrão nas suas dependências.

O diretor geral do SOS Cárdio escreveu em meados de 2017 no Diário Catarinense que as reformas do governo golpista de Michel Temer (PMDB) levariam a um aumento da oferta de empregos e um consequente aumento de salários. Pois são essas mesmas reformas que permitem essa demissão em massa da sua empresa. No lugar das 24 demitidas, substitutas com menos direitos e salários menores.

Outra afirmação do diretor, no mesmo artigo, é de que “o trabalhador (aquele que trabalha) está muito mais próximo da empresa que ele trabalha de que seu sindicato”. Não é o que vemos agora. É somente com seu Sindicato que as trabalhadoras e trabalhadores podem contar incondicionalmente. Com o mínimo respeito do SOS Cárdio não puderam contar.

Desconfie desse tipo de declaração contra a atividade sindical. Patrões não querem que nos organizemos, que sejamos forte enquanto classe, categoria, justamente porque assim é mais fácil para eles. Podem fazer o que quiserem, quando quiserem, e ninguém fala ou faz nada para impedir...

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