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Setembro amarelo
09/09/2020

Nesse mês é divulgada nacionalmente a campanha “Setembro Amarelo” pela conscientização e a prevenção do suicídio. No Brasil a campanha foi criada em 2015 e, especialmente neste ano de 2020, é importante que possamos olhar com mais atenção para o sofrimento mental.

 

O ambiente de trabalho precisa ser de acolhimento. Infelizmente, essa não é a realidade de grande parte dos lugares. Segundo informações do site ConJur, nesta última semana o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª região condenou uma empresa gaúcha a indenizar trabalhador que acometido por depressão era tratado com deboche pelos colegas e chefia. Foi identificado que em dado momento, em tom de deboche, o chefe perguntou se o funcionário “queria uma corda para se enforcar, já que estava com depressão”. Esse tipo de denúncia que veio à tona demonstra o quanto estamos longe de compreender a dinâmica das doenças psíquicas.

 

A pandemia de Covid-19 e o necessário isolamento social, além das incertezas desse período que vivemos tem elevado a quantidade de pessoas que relatam estresse, ansiedade e outros processos de sofrimento mental. Levantamento feitos em alguns países apontam que um aumento nas taxas de suicídio também pode ter relação com esse sofrimento. Infelizmente o suicídio ainda é um tema pouco debatido na nossa sociedade, da mesma forma como as causas que podem levar uma pessoa a tirar a própria vida.

 

Por isso, além de ser importante o acompanhamento individual feito por profissionais da saúde, cuidado familiar e respeito por parte da população àqueles que são acometidos por sofrimento psíquico, é preciso pensar em medidas efetivas de assistência à essas pessoas de forma estruturada até mesmo por meio de políticas públicas.

 

Na nossa categoria da saúde, agravado pelo momento de pandemia que cria sobrecarga de trabalho e estresse aos profissionais de saúde, esse acompanhamento e cuidado com a saúde dos trabalhadores é ainda mais importante. Infelizmente, na maioria dos locais de trabalho, as equipes que deveriam construir uma política de preservação da saúde dos trabalhadores se limita a avaliar atestados médicos. É preciso colocar na pauta essas demandas, para que possamos garantir melhores condições de saúde e de trabalho aos profissionais de saúde.

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